Hello, meu povo!! Começamos 2016 bem "sangue nos olhos" com a resenha de Morte dos Reis (quem ainda não leu, pode conferir aqui), então resolvi ir de um extremo ao outro e trazer essa semana um livro beeeem diferente, sobre um dos romances mais famosos do Séc. XX.
O escolhido dessa semana foi: GRACE - A Princesa de Mônaco, de Jeffrey Robinson (E publicado pela Editora LeYa)
Primeiro, porque o livro não fica preso à vida da atriz e sim traz um panorama completo do casal, de seus filhos e do principado.
Assim, quando você finaliza a última linha, já sai conhecendo milhares de coisas sobre Monte Carlo, a economia e a política Monegascas e, claro, os detalhes da vida de toooda a família real (inclusive os escândalos mais recentes rsrs).
Quando eu comprei essa preciosidade literária na Bienal do Livro, confesso que a capa foi o maior atrativo... afinal QUEM consegue resistir à beleza fascinante de Grace Kelly?!
O segundo motivo da compra foi a curiosidade mórbida de saber os detalhes sobre dois momentos-chave da vida da atriz/princesa:
O escolhido dessa semana foi: GRACE - A Princesa de Mônaco, de Jeffrey Robinson (E publicado pela Editora LeYa)
Primeiro, porque o livro não fica preso à vida da atriz e sim traz um panorama completo do casal, de seus filhos e do principado.
Assim, quando você finaliza a última linha, já sai conhecendo milhares de coisas sobre Monte Carlo, a economia e a política Monegascas e, claro, os detalhes da vida de toooda a família real (inclusive os escândalos mais recentes rsrs).
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| A família real Monegasca em dois momentos diferentes <3 |
Quando eu comprei essa preciosidade literária na Bienal do Livro, confesso que a capa foi o maior atrativo... afinal QUEM consegue resistir à beleza fascinante de Grace Kelly?!
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| A mulher era MUITO MUITO MUUUUUUITO linda, gente! |
O segundo motivo da compra foi a curiosidade mórbida de saber os detalhes sobre dois momentos-chave da vida da atriz/princesa:
- Seu casamento "relâmpago" com o príncipe Rainier III;
- O acidente, ainda obscuro, que tirou sua vida.
Não querendo dar spoiller, mas já dando, ler essa biografia me surpreendeu eu todos os aspectos! Muito do que eu sabia sobre o casal real mais famoso de Mônaco, sobre sua família e etc. era reverberação dos boatos mais sórdidos que inventaram sobre eles. Exemplo?
- O que eu achava:
"Rainier machista!! Não só fez Grace desistir da carreira em Hollywood, como PROIBIU que qualquer filme dela fosse exibido em Mônaco!"
- O que a biografia me contou:
Grace, como muitas mulheres daquela época, compreendia que a maternidade e o casamento eram empregos full time. Somando isso ao fato de ela assumir as inúmeras responsabilidades como Princesa, ela preferiu não se comprometer mais com o Cinema (embora seu coração tenha balançado por um filme de Hitchcock).
Quanto à proibição dos filmes, essa é uma total mentira, para encobrir a real responsável pela não exibição daqueles clássicos: a própria MGM. Por "questões contratuais", o studio enviou ao principado somente algumas cópias em 16 milímetros (não necessariamente de todos os filmes em que Grace atuou), com a condição explícita de que eles NÃO FOSSEM EXIBIDOS AO GRANDE PÚBLICO! Oi?! É... é isso aí. Dinheiro, minha gente...
Enfim, amei muito cada uma das 406 páginas, revi meus conceitos e fiquei ainda mais louca para terminar de ver o filme, estrelado pela minha amadíssima Nicole Kidman, inspirado nessas páginas!
P.S: A única coisa que eu achei meio assim foi a "perfeição" absoluta e imaculada da vida do casal... Sinto que o autor deu uma de fã nessa hora, maaaaaaaaaaaas rsrsrs



















jovem e mais feliz, talvez não tenham ouvido falar dela – talvez não saibam o que quero dizer com o Anjo do Lar. Vou tentar resumir. Ela era extremamente simpática. Imensamente encantadora. Totalmente altruísta. Excelente nas difíceis artes do convívio familiar. Sacrificava-se todos os dias.(...) em suma, seu feitio era nunca ter opinião ou vontade própria, e preferia sempre concordar com as opiniões e vontades dos outros. E acima de tudo – nem preciso dizer – ela era pura.(...) Naqueles dias – os últimos da rainha Vitória – toda casa tinha seu Anjo. E, quando fui escrever, topei com ela já nas primeiras palavras. Suas asas fizeram sombra na página; ouvi o farfalhar de suas saias no quarto. Quer dizer, na hora em que peguei a caneta para resenhar aquele romance de um homem famoso, ela logo apareceu atrás de mim e sussurrou: “Querida, você é uma moça. Está escrevendo sobre um livro que foi escrito por um homem. Seja afável; seja meiga; lisonjeie; engane; use todas as artes e manhas de nosso sexo. Nunca deixe ninguém perceber que você tem opinião própria. E principalmente seja pura.” 
