Livro 8: A Rainha Normanda - Patricia Bracewell

12:57

E chegamos aos dois meses de desafio aqui no blog! 

Para essa semana eu escolhi um livro que estava sendo SUPER divulgado pela Editora Arqueiro, A Rainha Normanda.

Confesso que estava LOUCA pra ler essa obra da Patricia Bracewell, principalmente porque ando bem envolvida com todo tipo de literatura sobre a cultura nórdica e as históricas da Inglaterra/Dinamarca/Escócia (como vocês já devem ter percebido pelas críticas de Outlander e Crônicas Saxônicas).

[caption id="attachment_169" align="aligncenter" width="209"]Rainha normanda-capa Sim. A capa é MUITO linda![/caption]

Comprei assim que lançou e li assim que chegou. Então vamos à crítica!

A Rainha Normanda se passa na Inglaterra, entre os anos de 1001 e 1005 d.C, e faz a gente viajar por um mundo essencialmente masculino, cruel e instável - onde as figurinas femininas vão se destacar pela inteligência, resistência e audácia.

Emma, a protagonista, é uma nobre normanda, prometida por seu irmão - o duque - ao rei inglês como parte de uma aliança de poder. Ainda muito nova, ela viaja para a Inglaterra rumo ao seu destino como rainha, onde irá enfrentar um casamento com um homem infeliz, bruto e infiel; uma corte traiçoeira e uma paixão proibida.

Além dela, a história é contada sob o ponto de vista dos principais membros da corte inglesa:

- Rei AEthelred: Atormentado pela memória do assassinato de seu meio-irmão, Edward, é um rei impiedoso, desconfiado e violento. Conhecido por seu "azar", vive às voltas com os ataques dinamarqueses ao seu país. Pra mim é um completo covarde, burro, odiei ele desde a primeira página.

- Athelstan: Filho mais velho do rei e sua primeira esposa (que morreu no parto do último filho, daí o motivo do casamento de AEthelred e Emma), um jovem inteligente que, teoricamente, herdará o trono. Se apaixona por Emma e isso desencadeia alguns dos melhores momentos da história toda. (E se a minha imaginação estiver certa, ele deve ser LINDO)

- Elgiva: Única filha do conde de Northamptonshire. Foi cogitada como noiva para o rei (e jogada de lado porque AEthelred preferiu uma aliança com a Normandia, que poderia ajudá-lo a lidar com os vikings, a conceder ainda mais poderes ao Conde AEfhel). Uma mulher bonita, invejosa, perigosa, sensual e extremamente mimada. Gostei dela só porque promete MUITO pros próximos volumes. Por essa leitura, só achei ela bem nojenta e perigosa como uma cobra hahaha

Apesar de ser uma leitura muito boa, eu aconselho paciência a quem quiser se aventurar com 'A Rainha Normanda'. Isso porque a história fica a maior parte do tempo presa aos mesmos dramas domésticos/íntimos do rei e da rainha, intercalando com momentos de ação a partir das invasões vikings, em decorrência ao massacre do Dia de São Brício - realizado por ordem real. (Nem de longe tão emocionante quanto as Crônicas Saxônicas, pelo menos não no primeiro livro).

Durante quase toda a leitura eu quis mais que o Rei morresse por um machado viking, que a Rainha tomasse o poder, junto com Athelstan, e que Elgiva botasse pra quebrar no norte. Mas a leitura vai te engambelando e não te dá quase nada além de uma expectativa GIGANTE para o que pode vir ainda...

Sinceramente. Eu terminei o livro hoje pela manhã QUENTE para escrever aqui no blog. Dizer que o final era obra do Zé Ronaldo e que eu me decepcionei lindamente!

Maaas descobri que esse é só o primeiro volume de uma trilogia sobre a História da Rainha Emma, então... peço desculpas, mordo minha língua, seguro meus dedinhos nervosos e digo: LEIAM! Porque A Rainha Normanda foi só o começo de uma narrativa que promete!

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