Livro 11: A Filha do Louco - Megan Shepherd

19:22

Hello, pessoas! Bora combinar uma coisa? Já que as semanas estão cada vez mais corridas na minha vidinha, as resenhas passam a ser postadas na segunda-feira, ok? Ok. Obrigada. De nada. Então aí vai:

A escolha da vez para o desafio foi 'A Filha do Louco', da Megan Shepherd. Uma pechincha dessas que a gente bate o olho e quer levar pra casa (choraminguei até a mamma me dar hahaha).

O livro conta a história de Juliet Moreau, uma garota de 16 anos que vive em Londres como arrumadeira da faculdade de Medicina, tentando fugir do escândalo em que seu pai esteve envolvido, e que arruinou a reputação dela e de sua mãe.

A Filha Do Louco Capa

O começo gente, sem brincadeira, é só desgraceira. Mas a escrita é tão boa que a gente releva. Juliet conta sua rotina péssima no trabalho, a morte (e prostituição) da mãe para sobreviver após a decadência/falecimento do pai e etc etc. A história começa a ficar boa quando a protagonista descobre que seu pai está vivinho da Silva, vivendo numa ilha isolada, e cisma de reencontrá-lo para saber quem ele realmente é: gênio incompreendido ou louco.

Nisso tem o toque de romance que, sinceramente, deixa bem a desejar perto das outras leituras que eu ando fazendo. Sorry, mas a paixão infanto-juvenil de Juliet e Montgomery (o ex-criado da casa dela, atual médico e ajudante de seu pai) só promete, não cumpre nem 10%.

Bom... a viagem de navio até a ilha é um tédio a parte. Muito do que acontece ali depois não tem mais nada a ver com a história, milhares de fios da narrativa soltos (outros super bem-amarrados, como a entrada de Edward, o náufrago misterioso, na trama).

A chegada na Ilha é que dá a virada no livro, acelera a leitura porque te dá aquele comichão de ler mais e mais e mais para saber o que raios acontece naquele lugar, com as experiências absurdas do Dr. Moreau. Você quer saber quem é o monstro, o por quê das mortes, que diabos são os ilhéus e etc etc.

Mas ó... sinto informar... todo aquele mistério maravilhoso não termina legal. Eu, particularmente, detestei o fim. Achei que não cola, que deixa muito pra imaginação e não resolve quase NENHUMA das questões propostas ao longo da narrativa. José Ronaldo TOTAL.

A ÚNICA redenção é saber que esse livro é o primeiro de uma trilogia. Que não tem data de lançamento para os próximos livros no Brasil, mas tudo bem... Esperemos que os próximos dois volumes salvem o que esse deixou por fazer.

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